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segunda-feira, 1 de setembro de 2025
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Sintomas do Queratocone
Ceratocone (do Grego: kerato - chifre, córnea; e konos - cone) é uma deformação da córnea, definida como ectasia não inflamatória degenerativa, que se caracteriza pelo progressivo adelgaçamento da região central da córnea.
Esta afecção é a distrofia mais comum da córnea, acometendo uma pessoa a cada 1.000, e normalmente inicia-se como miopia ou astigmatismo ou ambos, podendo evoluir rapidamente, ou então, levar muitos anos para desenvolver-se. Costuma surgir na adolescência, por volta dos 16 anos de idade e dificilmente se desenvolve após os 30 anos. Normalmente ocorre assimetricamente, sendo que em 90% dos casos, acomete ambos os olhos; todavia, o diagnóstico da doença no segundo olho ocorre aproximadamente 5 anos após o diagnóstico no primeiro olho.
Não se conhece ao certo os achados clínicos e as associações não-oculares ligadas ao ceratocone, mas é conhecido que esta é uma doença hereditária. Pacientes alérgicos que possuem o hábito de coçar o olho apresentam mais chances de desenvolver o ceratocone no período da adolescência.
A manifestação clínica inicial relatada por pacientes com ceratocone é uma ligeira desfocagem de sua visão, momento em que procuram um profissional da área. Inicialmente, os sintomas podem ser os mesmos de qualquer outro defeito refrativo do olho. Ao passo que a doença progride, a visão vai se deteriorando, muito rapidamente em muitos casos. A acuidade visual fica prejudicada e a visão noturna normalmente é fraca. Há casos de pessoas que apresentam visão em um olho significativamente pior que no outro olho. Pode haver também o surgimento de fotofobia (sensibilidade à luz), astenopia que pode aparecer pelo ato de coçar os olhos ou por forçá-los durante a leitura. No entanto, essa afecção normalmente não causa dor.
O sintoma clássico do ceratocone é a poliopia monocular, que é a percepção de diversas imagens “fantasmas”. Este efeito é mais facilmente percebido em um campo de visão que apresenta alto contraste como, por exemplo, um ponto luminoso em um ambiente escuro. Nesse caso, pacientes com ceratocone percebem diversas imagens daquele ponto, espalhadas irregularmente. Alguns pacientes podem também apresentar diplopia monocular, ao invés de poliopia monocular, que é a percepção de imagem dupla.
O diagnóstico é relativamente fácil. Todavia, nas fases iniciais da afecção, este torna-se complicado, demandando uma detalhada história clínica, medidas de acuidade visual e refração, e ainda, exames complementares realizadas por instrumentação adequada. O exame de topografia corneana computadorizada fornece um diagnóstico mais detalhado da córnea, mostrando irregularidades presentes nesta. Também pode ser utilizados outros equipamentos para a detecção dessa afecção, como o biomicroscópio ou lâmpada de fenda, sendo que por meio desses o médico poderá observar diversos sinais clássicos do ceratocone.
O tratamento dessa afecção irá variar de acordo com a severidade do caso. A primeira tentativa de tratamento é feita por meio da correção óptica, havendo, inicialmente, uma correção satisfatória da miopia e do astigmatismo. Todavia, ao passo que a doença evolui, a visão é corrigida com maior eficácia por meio do uso de lentes de contato, que levam ao aplanamento da córnea e proporcionam uma visão adequada.
Caso haja intolerância ao uso das lentes de contato, ou estas não fornecem mais uma boa visão, recomenda-se o transplante de córnea. Contudo, mesmo após o implante, o uso de lentes de contato não é descartado.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceratocone
http://www.vejam.com.br/node/16
http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3075/-1/ceratocone-doenca-decorrente-de-alteracao-genetica-tem-causa-desconhecida.html
http://www.imo.com.br/storage/pdf/Ceratocone.pdf
Foto: http://centrodavisao.com.br/html/patologias.html
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
segunda-feira, 11 de agosto de 2025
Cirurgia de Ceratocone Crosslinking
O Crosslinking é um tratamento indicado para pacientes com ceratocone progressivo, ou seja, com alta possibilidade de piorar com o tempo. O objetivo é tornar a córnea mais rígida, e com isso aplacar a evolução do ceratocone e evitar a degradação visual e até retardar a necessidade de um transplante de córnea.
O ceratocone é uma doença ocular que ainda não tem uma causa específica determinada. O tecido da córnea perde a estabilidade e começa a assumir um formato irregular, muitas vezes em cone. Com isso, a pessoa passa a não enxergar muito bem.
Em estágios iniciais, é possível corrigir a visão com óculos ou lentes de contato rígidas. Todavia há pacientes que não se adaptam as lentes ou apresentam uma progressão na doença, tornando a cirurgia de ceratocone crosslinking a melhor solução.
A Cirurgia de Ceratocone Crosslinking e feita com a aplicação de uma substância chamada riboflavina, isso, é claro, após a aplicação tópica da anestesia por meio de colírios. Depois, é aplicada Luz UVA, que ativa a substância e faz uma remodelagem da córnea.
Após a cirurgia, o paciente ainda vai precisar da ajuda de óculos ou lentes para correção de problemas refrativos, já que a cirurgia de ceratocone não tem essa atuação específica. Muitos pacientes conseguem alcançar a estagnação da doença, mas é importante observar que a Cirurgia de Ceratocone Crosslinking não é um procedimento definitivo. Com o tempo, o ceratocone pode voltar a evoluir.
Sendo assim, é muito importante continuar acompanhando o quadro após a cirurgia, para que o oftalmologista possa avaliar as medidas seguintes a serem tomadas. Também é importante seguir todas as orientações no pós-operatório, garantindo o sucesso da operação.
A Cirurgia de Ceratocone pode ser realizada com o Crosslinking e também com Anel de Ferrara. Baixe o e-book gratuito e saiba mais sobre os tratamentos do ceratocone.
sábado, 9 de agosto de 2025
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
terça-feira, 5 de agosto de 2025
domingo, 3 de agosto de 2025
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
quinta-feira, 31 de julho de 2025
terça-feira, 29 de julho de 2025
domingo, 27 de julho de 2025
O que é o Ceratocone?
Se você tem ou conhece alguém que esteja com a visão borrada, embaçada e distorcida tanto na visão de perto quanto na visão de longe é bom prestar atenção. Sintomas como visão borrada, imagens fantasmas, presença de halos noturnos, diplopia (visão dupla) ou poliopia (percepção de várias imagens de um mesmo objeto), halos em torno das luzes, fotofobia (sensibilidade excessiva à luz) e coceira excessiva podem ser sintomas de uma doença ocular chamada Ceratocone, que é muito mais comum do que se imagina.
Muitos pacientes assustam-se com o diagnóstico de Ceratocone no consultório. Ao contrário do que se pensa, o Ceratocone é uma doença que pode ser controlável, e pode ser bem manuseada em suas diversas fases. As pessoas que possuem ceratocone não devem ficar apreensivas, pois geralmente são obtidos bons resultados com os vários tipos de abordagens. O Ceratocone é uma doença da córnea de etiologia discutida, hereditária, que acomete o adolescente ou adulto jovem e se caracteriza por um afinamento e deformação progressiva da córnea, transformando-a em uma córnea fina, o que leva ao aparecimento de miopia e elevado grau de astigmatismo irregular e acentuada baixa da acuidade visual.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Ceratocone: conheça este distúrbio das córneas e os possíveis tratamentos
Dificuldades em enxergar mesmo com óculos, visão distorcida e coceira nos olhos são alguns sintomas desta doença silenciosa.
Consultas periódicas, uso de lentes rígidas e não coçar os olhos ajudam pessoas com ceratocone.
Poucas pessoas sabem, mas uma visão distorcida e borrada com imagens múltiplas e até halos em torno das luzes pode ser sinal de um distúrbio mais grave nos olhos conhecido como ceratocone. Esta doença causa uma alteração no formato da córnea, aumentando sua curvatura e ocasionando a progressão do astigmatismo.
Esta disfunção na curvatura das córneas – que ficam em formato de cone – é gradativa e irreversível. O ceratocone provoca uma diminuição da qualidade visual, deixando a percepção de imagens embaçadas e distorcidas. “Indivíduos com familiares com ceratocone são mais propensos a ter essa alteração na córnea”, explica o oftalmologista Wesley Bonafe, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Bonafe esclarece que o ceratocone costuma se manifestar no início da adolescência e, entre os principais sintomas, está dificuldade em enxergar, mesmo com o uso dos óculos. “Os portadores de ceratocone devem ser acompanhados de perto por um médico oftalmologista, com consultas frequentes para avaliar a evolução da doença”, analisa.
Coceira nos olhos
Um dos principais conselhos dos médicos aos pacientes com ceratocone é evitar coçar os olhos. Esta ação pode aumentar a progressão da doença, piorando ainda mais a qualidade na visão. Por isso, a recomendação está no uso contínuo de colírios lubrificantes e antialérgicos que ajudam a evitar a coceira ocular.
“O ato de coçar os olhos pode acelerar a degradação (afinamento) do estroma corneal. A córnea é divida em cinco camadas e o estroma é a camada mais grossa da córnea (cerca de 85% da espessura total). Assim acelerando a progressão do ceratocone”, explica Henock Borges Altoé, oftalmologista do Hospital Villa-Lobos.
Lentes especiais
Casos mais leves do ceratocone podem ser tratados com uso de óculos. Já as lentes de contato rígidas são indicadas para correções mais acentuadas da visão. “Como no ceratocone a córnea fica deformada e na maioria das vezes essa deformação não é regular, a lente de contato rígida quando adaptada sobre a córnea regulariza essa deformação, promovendo dessa forma uma visão mais nítida para o paciente”, analisa Altoé.
O oftalmologista ressalta que as lentes de contatos gelatinosas não conseguem regularizar a superfície da córnea porque são elaboradas com materiais maleáveis – o que mantém as irregularidades pré-existentes. “No entanto, em casos leves de ceratocone essa lente pode ser uma opção”, pondera.
Não tem cura?
A única cura possível para o ceratocone é o transplante de córnea. Embora o astigmatismo e a miopia residuais ainda podem ser um problema. “O transplante só é recomendado quando nenhum outro tratamento foi bem sucedido ou quando existe alguma opacidade na córnea que impeça a visão. É a última escolha de tratamento”, pondera o dr. Henock Borges Altoé.
Além dos óculos e das lentes de contatos rígidas, o oftalmologista cita outros dois tratamentos possíveis para pessoas com ceratocone. O chamado Crosslinking, procedimento que utiliza a radiação de luz ultravioleta combinada a instilação de riboflavina.
Este processo aumenta a rigidez do colágeno corneano, na tentativa de reduzir a progressão do ceratocone e até mesmo produzir uma leve melhora da curvatura inicial. E o implante de anel intraestromal, também conhecido como Anel de Ferrara, consiste na inserção de anéis transparentes, biocompatíveis e rígidos dentro da córnea na tentativa de reduzir sua curvatura.
O oftalmologista Wesley Bonafe reforça que os portadores de ceratocone podem levar uma vida normal, desde que sejam acompanhados de perto e tenham a correta correção óptica. “Deve ter os cuidados com a manipulação da lente de contato para evitar complicações devido ao uso delas e sempre ter um óculos como opção”, explica. “Com as tecnologias atuais e a variedade de opções na adaptação correta de lente de contato rígida, a visão pode ser restaurada na maioria dos casos e os paciente manter uma vida normal”, completa.
Informação retirada daqui
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