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sábado, 20 de junho de 2026

Transplante de córnea é o último recurso no tratamento do ceratocone


A substituição da córnea, através do transplante, é o último recurso de tratamento do ceratocone, que consiste na substituição da córnea defeituosa por uma córnea doadora em boas condições.

O transplante tem um índice de cura que varia entre 80 a 90% – Modernas técnicas de transplante permitem a redução no tempo de recuperação do paciente e resultados mais satisfatórios na qualidade de visão.

Independente da idade e do uso de óculos ou lentes de contato, ou de alguma possível doença, qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares. Distúrbios de refração – como miopia, hipermetropia e astigmatismo – e outros distúrbios visuais – como catarata e glaucoma – não impedem a doação.

Qualquer pessoa pode oferecer-se para doar as córneas. Mesmo assim, os familiares do doador sempre são consultados e precisam autorizar a doação. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Cirurgia para Ceratocone

Hoje em dia o ceratocone tem soluções cirúrgicas que não existiam há uns anos atrás. Pensava-se que era uma patologia muito rara e os pacientes tinham, na maior parte dos casos, um diagnóstico de astigmatismo (irregular) e tinham uma 1ª opção: utilizar óculos de correcção, 2ª opção: (caso a qualidade de visão não fosse muito boa com óculos) utilizar lentes de contacto rígidas ou semi-rígidas e uma última opção (caso a córnea apresentasse alterações que impossibilitavam uma visão razoável) de transplante de córnea.

Com o advento de técnicas laser para correcção de miopia e astigmatismo foram-se fazendo topografias de córnea de forma consistente como parte dos exames pré-operatórios, tendo-se verificado que o ceratocone era uma patologia muito mas frequente do que se imaginava. Na maior parte dos casos continuava a ser uma doença de origem desconhecida e de evolução muito variável. Em outros casos eram consequência do tratamento laser, especialmente numa 1ª fase onde não se faziam topografias prévias ao tratamento.

A investigação e acompanhamento dos casos de ceratocone/ectasia de córnea passou a ser muito mais rigoroso e começaram a aparecer novos modelos de tratamento cirúrgico menos invasivos que o transplante de córnea e alguns tratamentos médicos (ex: cross-linking) que pretendem “fortalecer” os tecidos da córnea e evitar que eles se modificassem de forma a criar problemas complexos de visão.No caso do cross-linking há já muitos estudos publicados justificando o seu benefício mas não há ainda um estudo em larga escala que defina de uma forma muito clara e objectiva quais os pacientes que devem ser tratados com esta técnica e quais os resultados previsíveis.Já no que respeita a novas formas de tratamento cirúrgico, a INSERÇÃO DE ANÉIS INTRACORNEANOS é uma técnica bem estabelecida e com largos anos de estudo/experimentação. 

Durante todos estes anos houve uma evolução não só na qualidade dos anéis a inserir na córnea de modo a torná-la menos irregular, como também na técnica de introdução dos mesmos no estroma corneano. O túnel para inserção do anel é criado por um laser num tratamento inicial que demora apenas uns segundos sendo que, uns minutos mais tarde, é inserido o anel com apoio de um microscópio específico. Todo este procedimento demora menos que meia hora e a anestesia utilizada é apenas local (gotas). De seguida o paciente abandona a Clínica e é revisto no dia seguinte. Pode dizer-se que é uma técnica segura, passível de alterações e de remoção dos anéis caso o mesmo se justifique e com bons resultados. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Queratocone? Qual a melhor opção ?




Queratocone é uma doença não-inflamatória degenerativa do olho na qual as mudanças estruturais da córnea a tornam mais fina e a modificam para um formato mais cónico que a sua curvatura normal.

Em estágios precoces, os sintomas da patologia confundem-se com os dum erro refractivo no entanto, com a progressão da doença, a visão deteriora, muitas vezes rapidamente. A acuidade visual piora em todas as distâncias (astigmatismo elevado) e a visão nocturna é frequentemente bastante fraca.

Outros sintomas presentes são a diferença na qualidade de visão entre os dois olhos, fotofobia, astenopia(cansaço visual) e, na maior parte dos casos, diminuição na percepção das cores.


O tratamento do queratocone visa proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir o seu conforto na utilização dos recursos que serão empregues. As alternativas de tratamento sempre são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contacto, lentes de contacto RPG, semi-esclerais ou esclerais e cirurgia.

Dentro dos tratamentos cirúrgicos, o mais antigo é o transplante de córnea. Outras opções cirúrgicas são:
DALK - "Deep Anterior Lamellar Keratoplasty"
Corneal Ring Segmento Inserts (Intacs)/ Anel de Ferrara - implante de segmentos acrílicos dentro do tecido corneano . Uma vez implantados, estes segmentos diminuem a curvatura corneana na região do queratocone, promovendo uma melhora da acuidade visual compensada com óculos ou lentes de contacto.
CXL - collagen crosslinking with riboflavine
Keraflex KXL - queratoplastia termal por microondas (combinado com o CXL)


O Keraflex é um novo procedimento (o mais recente) de termoqueratoplastia. O procedimento utiliza energia de microondas dirigida a uma pequena circunferência anular na meia periferia da córnea. Este procedimento pode aplanar o cone e pode também ajudar a regularizar a córnea. Combinando este procedimento com o procedimento modificado de crosslinking de colágeno da córnea com riboflavina (vitamina B2) e raios ultravioleta, espera-se aumentar a estabilidade dos olhos assim como regularizar a sua geometria.

Embora ainda em testes clínicos nos EUA (não aprovado pela FDA), os primeiros resultados com esta tecnologia são promissores.

Para poder ver o vídeo respeitante ao funcionamento do Keraflex clique aqui.

Quanto mais cedo for diagnosticada a doença e aplicado o crosslinking (caso necessário), maior efectividade terá a estabilização do queratocone.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vídeo do tratamento por Keraflex

Queratocone? Qual a melhor opção ?



Queratocone é uma doença não-inflamatória degenerativa do olho na qual as mudanças estruturais da córnea a tornam mais fina e a modificam para um formato mais cónico que a sua curvatura normal.

Em estágios precoces, os sintomas da patologia confundem-se com os dum erro refractivo no entanto, com a progressão da doença, a visão deteriora, muitas vezes rapidamente. A acuidade visual piora em todas as distâncias (astigmatismo elevado) e a visão nocturna é frequentemente bastante fraca.

Outros sintomas presentes são a diferença na qualidade de visão entre os dois olhos, fotofobia, astenopia(cansaço visual) e, na maior parte dos casos, diminuição na percepção das cores.

O tratamento do queratocone visa proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir o seu conforto na utilização dos recursos que serão empregues. As alternativas de tratamento sempre são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contacto, lentes de contacto RPG, semi-esclerais ou esclerais e cirurgia.

Dentro dos tratamentos cirúrgicos, o mais antigo é o transplante de córnea. Outras opções cirúrgicas são:
DALK - "Deep Anterior Lamellar Keratoplasty"
Corneal Ring Segmento Inserts (Intacs)/ Anel de Ferrara - implante de segmentos acrílicos dentro do tecido corneano . Uma vez implantados, estes segmentos diminuem a curvatura corneana na região do queratocone, promovendo uma melhora da acuidade visual compensada com óculos ou lentes de contacto.
CXL - collagen crosslinking with riboflavine
Keraflex KXL - queratoplastia termal por microondas (combinado com o CXL)

O Keraflex é um novo procedimento (o mais recente) de termoqueratoplastia. O procedimento utiliza energia de microondas dirigida a uma pequena circunferência anular na meia periferia da córnea. Este procedimento pode aplanar o cone e pode também ajudar a regularizar a córnea. Combinando este procedimento com o procedimento modificado de crosslinking de colágeno da córnea com riboflavina (vitamina B2) e raios ultravioleta, espera-se aumentar a estabilidade dos olhos assim como regularizar a sua geometria.

Embora ainda em testes clínicos nos EUA (não aprovado pela FDA), os primeiros resultados com esta tecnologia são promissores.

Quanto mais cedo for diagnosticada a doença e aplicado o crosslinking (caso necessário), maior efectividade terá a estabilização do queratocone.

Implante de ICL em doente com queratocone

Lentes para queratocone


O queratocone é um problema familiar, em que há uma herniação da córnea para fora. Ela vai ficando pontuda, em formato de cone, como diz o nome, e a visão vai ficando cada vez pior, mesmo com óculos.
Nesse caso temos de usar lentes de contacto, pois a correcção com óculos é péssima, e essas lentes têm de ser rígidas.
A adaptação é difícil, dolorosa, mas imprescindível. Aqui deixa de ser uma opção para ser uma necessidade absoluta.
Hoje temos as lentes de dupla curvatura, sendo que uma das curvas faz o apoio corneano e a outra a correcção. São geralmente mais cómodas e com adaptação melhor.

Cirurgia refractiva:


Nunca fui adepto da cirurgia refractiva, pelo método chamado queratotomia radial. Nesse método damos vários cortes radiais na córnea, em "roda de carroça", e esses cortes, fazendo o enfraquecimento da periferia corneana fazem com que ela se projecte para frente, assim aplanando o centro da córnea.



A Minha experiência é que grande parte desses graus anteriores voltam após a cicatrização, e nunca mais conseguimos uma correcção razoável e estável com óculos e lentes de contacto.
Actualmente com o advento do excimer laser a cirurgia se torna muito mais confiável e funcional.



As cirurgias refractivas devem ser feitas após os 23 anos, quando a graduação passa a variar bem menos. Actualmente estão sendo feitas cirurgias diferentes, corno, por exemplo, a colocação de lentes de contacto de cristalino, para graus fortes, uma cirurgia semelhante à de catarata, em que o olho é aberto, mas o trauma corneano é muito menor.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Alternativas Cirúrgicas para o Ceratocone

Implante de Anéis Intraestromais (Implante de Anel de Ferrara, Keraring ou Cornealring) 
Uma alternativa cirúrgica recente para o transplante de córnea é o implante de segmentos de anéis corneanos (anéis intra-estromais). Uma pequena incisão é feita na periferia da córnea e dois arcos de polimetil metacrilato são introduzidos deslizando os segmentos entre as camadas do estroma em cada lado da pupila antes que a incisão seja fechada. Os segmentos empurram a curvatura da córnea para fora, aplanando o ápice do ceratocone e retornando-o a um formato mais natural. O procedimento, realizado em uma base ambulatorial anestesia local, oferece o benefício de ser reversível e potencialmente substituível, uma vez que não envolve a remoção de tecido ocular.

Estudos clínicos sobre a eficácia dos anéis intra-estromais no ceratocone estão em seus primeiros estágios ainda , e os resultados até agora tem sido geralmente encorajadores, principalmente nos casos iniciais. Em comum com a ceratoplastia penetrante, a necessidade de alguma forma de correção visual com uso de óculos ou de lentes de contato podem permanecer sebsequentes a cirurgia. Complicações potenciais podem ocorrer, desde dificuldades de adaptação de lentes rígidas após o implante, enquanto que em um primeiro momento julgava-se de que o implante deveria facilitar a adaptação de lentes, necessitando assim de lentes especiais pós-implante de segmentos de anéis. O especialista em lentes especiais Luciano Bastos, diretor da Ultralentes, desenvolveu pioneiramente uma lente chamada Ultracone PCR (post-corneal ring) especificamente para adaptação em pacientes com ceratocone e implante de segmentos de anel que precisam ainda de lentes para uma boa acuidade visual, mas não conseguem usar mais lentes rígidas gás permeáveis após este procedimento. Esta lente foi idealizada de forma pioneira e é a primeira lente no mundo desenvolvida para esta necessidade que a cada dia torna-se mais evidente na medida em que mais pacientes são operados.

Outras complicações dos anéis intraestromais que podem ocorrer incluem penetração acidental através da câmera anterior quando formando os canais, infecção pós-operativa da córnea, migração ou extrusão dos segmentos. Os anéis podem oferecer uma visão satisfatória em alguns casos não muito complicados anteriormente, mas os resultados não são garantidos e alguns casos podem inclusive piorar. Em alguns casos onde o ceratocone está localizado mais perifericamente, o implante de um único segmento dos anéis. Desta forma é possível obter um melhor aplanamento na direção que é necessária a córnea do paciente.

Transplante de Córnea
Nos casos de ceratocone que progredirem ao ponto onde a correção visual não pode ser mais atingida, afinamento da córnea se torna excessivo, ou cicatrizes corneanas resultantes do uso de lentes de contato tornam-se um problema frequente ou exista a presença de leucoma importante, o transplante de córnea ou ceratoplastia penetrante se torna necessário. O ceratocone é a causa mais comum de indicação de transplante de córnea por ceratoplastia penetrante, contando aproximadamente por um quarto destes procedimentos.

O cirurgião irá retirar uma porção central da córnea doente, em forma lenticular, e a córnea doada (enxerto) de mesmo tamanho, será colocado no tecido ocular do orgão receptor do paciente, sendo posteriormente suturado a este. Não há necessidade de suprimento de sangue direto, logo não há a necessidade de que o tipo sanguíneo da córnea doadora precise ser o mesmo do receptor. Os bancos de olhos verificam as córneas doadas para prevenir que elas não possuam nenhuma doença ou irregularidades celulares.

Frequentemente ocorre a necessidade de correção com óculos ou lentes de contato especiais após passado o período de recuperação de 12 a 18 meses conforme a técnica utilizada no transplante, sendo que normalmente uma lente de contato RGP especial de alta qualidade e tecnologia como a Ultraflat irá proporcionar uma ótima adaptação e uma melhor acuidade visual. A lente Ultraflat é uma lente RGP mini ou semi-escleral que tem uma curvatura mais plana e desenho asférico o qual proporciona conforto, segurança e uma ótima acuidade visual ao paciente transplantado. 

Crosslinking ou Crosslink (CX-L) - Ligação de colágeno de córnea com riboflavina 
Também conhecido atualmente como CXL ou collagen crosslinking with riboflavine, a técnica foi desenvolvida em Dresden, na Technische Universität Dresden, a qual tem mostrado recente sucesso. A técnica, embora aprovada na Europa, ainda não possui aprovação do FDA (Food and Drug Administration - EUA). Somente alguns serviços especializados estão realizando testes e pesquisas com esta técnica, sob rígido controle do FDA.

É feita inicialmente uma remoção do epitélio da córnea na porção afetada com uma solução específica e em seguida gotas de riboflavina são pingadas no olho doente. A ativação do processo é feita pela exposição da córnea a um raio UV-A por aproximadamente 30 minutos. A riboflavina causa uma nova ligação colada de forma a ficar adjacente ao colágeno no estroma, e assim recupera parte de sua resistência mecânica da córnea. O CXL tem mostrado que pode reduzir em parte a ectasia corneana e deter o avanço da progressão do ceratocone. Em alguns casos até mesmo reverter o ceratocone parcialmente, através do uso combinado de implante de anéis intracorneanos. Já existem protocolos de estudo da técnica no Brasil entretanto, como os estudos são recentes, carecem resultados a longo prazo para confirmar estes achados iniciais.

A Adaptação de Lentes de Contato Especiais

A adaptação de lentes de contato rígidas requer uma avaliação ao vivo do paciente para saber se são necessárias pequenas modificações na lente de forma a proporcionar melhor conforto e melhor relação lente/córnea, assegurando o equilíbrio fisiológico da córnea e sua proteção contra qualquer possibilidade de machucar a córnea. São poucos os profissionais que examinam um padrão de lágrima no biomicroscópio e com isso compreender se modificações se fazem necessárias. Também é necessário polimento quando as lentes apresentam algum risco ou depósito muco-proteico que não sai na limpeza diária comum, com o polimento as lentes podem ser revigoradas e durar mais um bom tempo confortáveis, seguras e assegurar uma boa visão.

Se o médico obervar que é necessário modificação da lente, ele poderá fazer ele mesmo se possuir o conhecimento e o treinamento para isso, ou então deverá contar com um laboratório experiente que faça as modificações para ele. Geralmente essa segunda opção é um tanto falha, uma vez que a informação entre o médico o e o técnico no laboratório podem não funcionar devido a falha de comunicação, falta de conhecimento de ambos um na área do outro e principalmente por não ser um serviço personalizado.

Esta é a razão que desenvolvi o conceito da Consultoria Digital Especializada, onde os oftalmologistas credenciados na Ultralentes produzem fotos digitais e filmes do padrão de fluorosceína, enviam ao nosso laboratório para que sejam feitas as alterações necessárias de maneira que possamos fazer lentes absolutamente personalizadas aos pacientes. Isso é especialmente importante nos pacientes com ceratocone, pois frequentemente esses pacientes precisam que suas lentes sejam ajustadas, principalmente quando são lentes que não tem uma boa qualidade.

As lentes Ultracone dificilmente necessitam de ajustes tal é o alto grau de qualidade e tecnologia envolvidas, e então se casos difíceis se apresenta, o oftalmologista credenciado faz uso da consultoria digital, fotografando e/ou filmando os testes para repassar ao laboratório Ultralentes.

Quando uma lente fica muito riscada ou com fortes depósitos de proteína da lágrima, é necessária sua substituição. Não é recomendado insistir com lentes muito velhas pois os riscos de problemas aumentam, além da qualidade e acuidade visual que diminuem substancialmente e progressivamente. Lentes bemn cuidades podem durar até 3 ou mais anos, mas é de fundamental importância que o paciente visite o oftalmologista ou vá na clínica para avaliação de lentes a cada 12 meses no mínimo, isso se estiver tudo bem.

O polimento das lentes é uma atividade especializada, se não for feita por um técnico altamente qualificado as chances são de que as lentes fiquem ainda piores do que estavam, por essa razão é necessário ter certeza de que suas lentes são feitas por quem sabe realizar estas modificações com maestria.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Cirurgias para Ceratocone - Implante de Segmento(s) de Anel intracorneano


Segundo o especialista Dr. Gustavo Bonfadini, “Quando os óculos e a nova geração de lentes não são bem aceitos pelo paciente, uma boa opção para o tratamento do Ceratonone, os anéis intra-corneanos são indicados para restaurar a asfericidade da córnea, ou seja, o seu aplanamento.”

O anel intracorneano para Ceratocone ou anel intraestromal é um pequeno segmento semi-circular, implantado na córnea para corrigir a visão em pacientes com astigmatismo. O objetivo é causar um aplanamento da córnea mudando a refração. A cirurgia é rápida e indolor, permitindo assim uma recuperação rápida e a volta do paciente ás atividades normais em pouco tempo.

Conforme explicado pelo Diretor do Banco de Olhos do Rio de Janeiro (INTO), Dr. Gustavo Bonfadini, atualmente este procedimento já pode ser realizado por meio de um Laser de Femtosegundo. Com o uso do Laser, não há corte com bisturi, fazendo com que a incisão seja criada a partir de uma fotodisrupção (separação virtual) das lamelas da córnea, confeccionando assim um túnel na córnea exatamente conforme planejado pelo cirurgião, conferindo uma maior previsibilidade e eficiência na cirurgia.

O procedimento, realizado em centro cirúrgico com anestesia local (anestesia com uso de colírio), oferece o benefício de ser reversível e potencialmente substituível, uma vez que não envolve a remoção de tecido ocular.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Tratamento do ceratocone

O tratamento do ceratocone visa sempre proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir seu conforto na utilização dos recursos que serão empregados e principalmente preservar a saúde da córnea. As alternativas de tratamento de modo geral são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contato, e cirurgias.

O acompanhamento constante da doença é importante, pois o Ceratocone é uma doença progressiva. Tanto o diagnóstico da doença como a verificação de sua progressão dependem de exames especiais, destacando-se a topografia da córnea (estudo da superfície), tomografia de córnea (estudo 3D), acuidade visual e refração (avaliação da óptica ocular).

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Tratamento do Ceratocone

Muitos casos de Ceratocone são diagnosticados como Astigmatismo irregular (distorção da imagem causada pela alteração da curvatura normal da córnea) ou Miopia.

Ceratocone é uma doença ocular que preocupa muitos pacientes, necessitando de diagnóstico precoce para interromper sua progressão e permitir um tratamento bem-sucedido. Estima-se que a doença atinja uma em cada 20 mil pessoas e faz com que a córnea adquira formato cónico e irregular, resultando em visão distorcida, mas não se preocupe, ceratocone tem cura .




quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Lentes para queratocone

O queratocone é um problema familiar, em que há uma herniação da córnea para fora. Ela vai ficando pontuda, em formato de cone, como diz o nome, e a visão vai ficando cada vez pior, mesmo com óculos.
Nesse caso temos de usar lentes de contacto, pois a correcção com óculos é péssima, e essas lentes têm de ser rígidas.
A adaptação é difícil, dolorosa, mas imprescindível. Aqui deixa de ser uma opção para ser uma necessidade absoluta.
Hoje temos as lentes de dupla curvatura, sendo que uma das curvas faz o apoio corneano e a outra a correcção. São geralmente mais cómodas e com adaptação melhor.

Cirurgia refractiva:



Nunca fui adepto da cirurgia refractiva, pelo método chamado queratotomia radial. Nesse método damos vários cortes radiais na córnea, em "roda de carroça", e esses cortes, fazendo o enfraquecimento da periferia corneana fazem com que ela se projecte para frente, assim aplanando o centro da córnea.

Minha experiência é que grande parte desses graus anteriores voltam após a cicatrização, e nunca mais conseguimos uma correcção razoável e estável com óculos e lentes de contacto.
Actualmente com o advento do excimer laser a cirurgia se torna muito mais confiável e funcional.



As cirurgias refractivas devem ser feitas após os 23 anos, quando a graduação passa a variar bem menos. Actualmente estão sendo feitas cirurgias diferentes, corno, por exemplo, a colocação de lentes de contacto de cristalino, para graus fortes, uma cirurgia semelhante à de catarata, em que o olho é aberto, mas o trauma corneano é muito menor.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Transplante lamelar de córnea – A mudança radical de um paradigma

A córnea é uma estrutura transparente localizada na superfície do olho que é completamente transparente e permite a passagem da luz de forma a que a imagem seja visualizada adequadamente no fundo ocular (retina). Quando ocorre perda da transparência da córnea, necessitamos de um transplante de córnea.

As doenças mais frequentes que necessitam de transplante de córnea são o queratocone em fase avançada (alteração da curvatura da córnea com adelgaçamento irregular), as distrofias corneanas, sendo a distrofia de Fuchs a mais frequente (situação bilateral, muitas vezes familiar, mais frequente em senhoras a partir da idade média de vida), que levam a uma diminuição progressiva da transparência da córnea e a queratopatia bolhosa, muitas vezes consequência de procedimentos cirúrgicos complicados após cirurgias de catarata e outras e que acarreta uma descompensação da córnea com diminuição da visão e, muitas vezes, dores.

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma córnea doente por uma córnea saudável proveniente de um dador com a finalidade de melhorar a visão no mais rápido espaço de tempo e com as menores complicações possíveis.

Por ano são realizados cerca de 700 transplantes de córnea em Portugal que podem ser de dois tipos: transplantes penetrantes (substituem toda a espessura da córnea), e que hoje se realizam cada vez menos, e os transplantes lamelares (substituem apenas a parte da córnea que se encontra lesada).

Os transplantes de córnea totais (penetrantes) estão associados a uma recuperação da acuidade visual demorada (muitas vezes superior a um ano e com refrações acentuadas), com necessidade de múltiplas consultas para remoção seletiva dos pontos e com uma frequência de complicações maior.

Os transplantes lamelares, fundamentalmente os posteriores da córnea, utilizados principalmente na distrofia de Fuchs e na queratopatia bolhosa, permitem unicamente a substituição do endotélio doente e constituíram um avanço significativo na rapidez, segurança e conforto da transplantação corneana, ao substituir apenas a camada da córnea afetada.

Esta técnica inovadora apresenta grandes vantagens em relação à penetrante, uma vez que reduz o tempo de cicatrização e recuperação permitindo uma recuperação de visão maior e mais rápida, exige menos consultas de seguimento, diminui a taxa de infecções e apresenta uma baixa taxa de rejeição da córnea transplantada, quando comparada com a técnica convencional.

Um dos objetivos destas técnicas cirúrgicas mais recentes é a obtenção de lamelas o mais finas possíveis de modo a possibilitar a mais rápida recuperação de visão.

Neste sentido, o nosso grupo desenvolveu uma técnica pioneira a nível mundial, em que obtém consistentemente e de forma segura, lamelas de córnea inferiores a 120 micras de espessura (DSAEK ultrafino com laser de Femtosegundo), que possibilitam uma recuperação de visão muito mais rápida. O laser de Femtosegundo, associado a uma maior segurança e predictabilidade, apresenta a grande vantagem de fazer incisões na córnea com profundidade e diâmetros desejados e com uma precisão jamais alcançada por outra técnica. Os resultados que obtemos, frequentemente com acuidade visual corrigida de 20/25 (oito décimos) ao 6º mês pós-operatório, sem perda de córneas durante a preparação dos enxertos nem falências primárias demonstram a segurança, predictabilidade e melhoria visual significativa que a técnica desenvolvida permite alcançar.

Trata-se verdadeiramente de uma mudança radical na forma de tratar doenças da córnea  frequentes, que outrora condenavam os doentes a processos de recuperação penosos e com resultados visuais muitas vezes dececionantes.

Autoria - Prof. Joaquim Neto Murta
Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e coordenador da Unidade de Oftalmologia de Coimbra (Idealmed)